quarta-feira, 31 de dezembro de 2014

FELIZ 2015


sexta-feira, 14 de novembro de 2014



A mágica que me encanta
É algo que me faz sofrer
É aquela que esconde a vida,
Aquela que chamam morrer...
O lado negro do nada recebe a claridão
E vai se moldando devagarinho em nicho de poesias.
Borboletas, lentas, desacreditam no que a sombra das vírgulas inexpressa
É inequívoco o passar das águas pelo inquieto leito dos rios,
Por onde deixa marcado nas ribeiras o singelo brilho do adeus.
Até as garças perderam a graça da pedra...
- deixe o peixe também chorar!
Grita o quero- quero, querendo também chorar.
Pinta o Pintassilgo a paisagem doirada de fim de tarde no Pantanal.
Canta, um cantor tristonho, a cigarra e a formiga.
Nem mesmo o tamanduá deu bandeira, Bandeira o levará a seu lar...

" Eu me recolho no abandono de ser livre"


** Breve histórico de um dia sem Barros...


Marcos Alderico
13/11/2014 – 12:57

sexta-feira, 10 de outubro de 2014

Re-composição


Peguei carona neste tempo
e nem percebi direito
seu excesso de velocidade.
Perdi-me muito cedo nas estradas,
enfrentei os meus caminhos de insegurança e medo.
Sozinho desvendei alguns mistérios
que nem eram assim tão sérios,
não queriam dizer nada.
Selei meu passaporte,
mas não tive nem a sorte
de sair com a passarada.
Por isso me pus a tocar:
para poder viajar na melodia;
por isso me pus a cantar para o pôr-do-sol,
quando cai o dia;
Por isso me pus a compor:
para me recompor
da melancolia...



Marcos Alderico
10/08/2006
10:13h

quarta-feira, 13 de agosto de 2014


A nova novela (ou a velha que a valha, avacalha)
A novela vela, não revela
nada vale
a vala que
a bala
abala.
Cala a fala,
ala a ala
enjaula.
E a aula?
BBB!!!

Marcos Alderico
02/04/2014 - 20:15

quinta-feira, 24 de julho de 2014


O brilho do seu olhar
deve encontrar-se em algum lugar
neste universo de luz e som
- letreiros de néon -
acanhando constelações inteiras.
Até a lua, que sempre foi faceira,
não conseguindo disfarçar o seu ciúme,
escondeu-se num negrume,
num negrume estelar.
E este lar que é o meu peito,
que um dia quis, de todo jeito,
que nele você viesse morar,
hoje abriga só uma imagem,
quase sem luz e nem cor,
mas não pense que eu guardo rancor,
pois, de tudo, o que valeu a pena
foram as noites de amor,
e eu digo que é uma pena
que isso tudo se acabou...
Você foi-se embora
e o que restou em minha memória
foi só o seu sorriso lindo,
se apresentando entre os gemidos
dos momentos de prazer.
E, enquanto você dormia,
eu olhava seu semblante
e guardei todo esse instante
para poder não a esquecer.
Hoje, olhando para o céu escuro,
meu amor, eu a procuro,
tentando me convencer
que de outro amor
-e isso eu juro-
se não for muito seguro,
eu não mais quero saber...

Marcos Alderico
24/04/2005  -  02:55

terça-feira, 13 de maio de 2014

Minha cigana


Oh! Que lindo dia!
 E também repleto de dor
O sol lá fora tinindo
 E eu aqui dentro sentindo
Saudade do meu amor

E eu fico, assim, perdido

 Fujo feito bandido
Da clausura de lembrá-la;
 Já estou arrependido
De, à noite, ter dormido
 Antes mesmo de amá-la

Ah! E aqueles olhos de cigana

 Me procurando em nossa cama
Se fecharam em torpe sonho
 Hoje, o horror é que me chama
Pois meu corpo ao teu reclama
 Num sofá triste e medonho

Sei, porém, que nunca mais

 Na minha vida,
Deixarei, minha querida
 O amor a ti faltar

Pois sei que corro sério risco

 De morrer - e é pouco isso!!
Se meu coração para fora do peito,
 À noite, no nosso leito,
De ódio de mim, saltar.

Marcos Alderico
05/05/2014  21:27

quinta-feira, 3 de abril de 2014

reaping1
Gosto de amores baratos
Desses comprados em banca de flores.
Gosto das petúnias, das suculentas,
Das rosas mosquetas.
Atrai-me o perfume febril do desejo.
Que emana das auras corrompidas
Pelo prazer,
Do contrário, não seria poeta.

Marcos Alderico
02/04/2014 - 20:07

domingo, 23 de fevereiro de 2014



Algo me cala,
Engasga em mim a poesia.
Tem dias que tudo parece ir mal. Normal.
Assim a vida vai se arrastando
E se afastando dos meios em direção ao final.
Inícios, tropeços, partidas, erros e acertos.
Tudo isso ainda me deixa confuso.
Contudo, uma certeza: amo você.
E essa certeza me leva a caminhos mais suaves,
Com um frescor da brisa cheirosa das manhãs claras de abril.
Esse amor é um sacerdócio
E uma fera que, diariamente, precisa ser domada.
Não é fácil, nem é dócil,
Mas dá flores e frutos doces.
Alecrins e alfazemas.
Às pencas, despencam as avencas da nossa janela
E se misturam às margaridas e amarílis
Que colorem os nossos sonhos.
Você é o pote de ouro que encontrei no final do arco-íris
E o puro sentido de todos os versos que componho.

Marcos Alderico
24/10/2013

23:15