
Como uma onda em sua ida sem volta
Uma nau navegando sem rota
Colidindo na arrebentação
Na praia deserta e árida de um coração
Como aquele rumo que não se ampara em caminho
A melancólica vela apagada no fim de uma estrada
O que resta depois do fim do carinho
É apenas um grande vazio, é nada...
A rosa feriu-se no próprio espinho
A ferida deixou-a despetalada
Beijaflor acolheu-a em seu próprio ninho
Para amar ainda estava despreparada
Quando o amor deixa no coração uma semente
Os enganos plantam-se na areia fria da mente
De onde nascem ervas venenosas e amargas
Bebidas em goladas fartas e largas
Anda-se torpe pelo caminho que for
Até que chegue o dia em que aquele amor
Que foi depositado e esquecido no coração
Noutro dia germine-se viçosa plantação
Os erros se transformam em perdão
A dor é puro esquecimento
O que se quer viver é o momento
Quando o amor é mais forte que a traição...
Marcos Alderico
19/06/2010
6:56h