Não negaria um segundo de emoções já vividas por uma vida de razão. Quando não puder mais amar insensatamente a loucura da poesia como ela me ama, deixarei para trás este mundo sem conserto e algumas poesias partidas.
terça-feira, 1 de novembro de 2016
sexta-feira, 12 de agosto de 2016

Café, pão e presunto
Tudo é assunto pra gente ficar junto
Quando a gente ama e quer ficar bem perto
Fico boquiaberto com o que dá pra inventar
O clima, os jornais, as notícias nacionais,
O mundo anda louco e a gente se ama mais.
Agora estou no trânsito e vejo a barbeiragem
E já temos assunto, pois estamos lado a lado.
Lá no supermercado peso, preço, qualidade.
Qual a marca do produto? Veja o lote e validade
Vamos até o shopping? Que tal ver um filminho?
A gente vive a vida,
A gente toma vinho
A gente nem tá aí pro que pensa o vizinho.
Cuidamos do jardim, amamos os animais,
Dizem que somos doidos
E a gente se ama mais.
A gente gira o mundo
E nem é vagabundo
É que tudo é assunto só pra gente ficar junto.
Orquídeas, artesanatos, um cachorro e três gatos.
Tudo é assunto quando a gente fica junto.
Marcos Alderico
29-07-2016
9:41domingo, 20 de março de 2016
Estou aqui e
alhures,
No ontem que
não veio,
No amanhã
inesquecível,
Seja bonito ou
feio.
Sou o folhetim
de dor,
O cheiro sutil
das flores,
O seu putrefar
e fedor.
Sou a
observação dos fatos,
A queda dos
poderes,
A pedra nos
sapatos,
A incerteza e
o medo,
A aniquilação
dos seres
Por sua
própria moral.
Sou o fundo do
poço
De quem me acha
normal.
Sou o moderno
e o clássico.
Sou a veia sangrando
Aveia e mel.
Sou o mundo
mudando.
Mundano, sou o
sagrado e o céu.
Sou a
corrupção acéfala
E a punição lisonjeira.
Vejo o desvendar
das trapaças
E o fim da
sujeira.
Não tenho corpo
nem forma
Nem nobre, nem
escória
Sou cria do Tempo
...
Eu sou a História.
Marcos
Alderico
20/03/2016
19:27h
terça-feira, 23 de fevereiro de 2016

O que eu esperava de você não era nada daquilo que você tinha
para me dar.
Eu esperava que você me amasse,
Eu esperava que você fosse divertida,
Eu esperava que você fosse compreensiva,
Eu esperava que você me desse sua companhia.
Eu queria, até mesmo, que de vez em quando você dissesse que
me ama.
Eu queria que nos déssemos bem na cama.
Eu queria que nunca se apagasse aquela chama.
E deu tudo errado.
Você praticamente me adora, cuida de mim como a um altar,
Você ri à toa, me faz cócegas antes de dormir, pula, brinca,
gosta de cinema!
E isso ainda nem é o problema.
Mesmo naqueles dias em que eu estou irritadíssimo,
Você vem com aquele jeitinho todo doce, que eu adoro,
E me acalma, tornando-me inofensivamente dócil...
Mas, se eu tiver que brigar, você briga junto comigo, lado a
lado.
Você nunca diz que me ama, é louca demais para isso.
Você grita para o mundo ouvir que o seu amor é “só pra mim”.
Faz da odisseia do nosso sexo, a epopeia desse amor doido, uma
apoteose do prazer.
Um prazer inesgotável de viver ao seu lado.
Tudo isso para mim, que esperava tão pouco de você.
Marcos Alderico
10/02/2016
11:52
quinta-feira, 28 de janeiro de 2016

Fiz-me duras palavras,
Gravei-me rude num rupestre escuro,
No fundo do meu eu-caverna.
Em minhas sombras, projeção das sobras
Do que antes foram obras-primas,
Reduzidas em pobres rimas em solitários madrigais.
Minhas madrugadas marginais encheram-se de limo,
Limão e uma aguardente vagabunda.
E a felicidade rompeu-se em espasmos de aurora,
Quando a Poesia trouxe o amor de volta para mim.
E esse amor, motivos para me reinventar.
Marcos Alderico
29/01/16
00:12
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