
O reflexo do
dia na regata impressa no corpo
O trabalhador
que se danifica e se dignifica
Na construção de
um país que nunca existiu
Eu sou um
futuro com todos os vícios do passado
Sou uma
mentira em busca de alguma verdade
Eu sou o Brasil!
Eu sou uma
sobra, uma cobra, uma obra de Cabral
Não sou mais
do que uma sombra de Camões
Um grande vácuo
entre o “ser” e o “estar”
Se perguntando
como o futuro faliu.
Sou a quimera
que espera
O adormecer da
dor me ser misericordiosa
Miséria em
cor-de-rosa travestida de esperança
Adormecida no
calo das minhas mãos
Que erguem a clava
enfraquecida dessa pátria
Abandonada à
própria sorte...
E porque ela
precisa de mim,
Entoo meu
grito de guerra
E exijo:
deixem a minha terra!
Que eu a amarei
até o fim.
Marcos Alderico
25/06/2017
2:06h
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