sábado, 25 de setembro de 2010

Uma carinhosa homenagem aos profissionais da fotografia




Nada há de mais perene do que o breve instante, aquele que se eterniza pelas lentes da memória. Nada há, porém, de mais próprio do que o olhar que vislumbra a beleza do infinito ou a profundidade das cores sob uma perspectiva única. É possível, no entanto, compartilhar-se o preciso momento sob o foco atento dos fotógrafos, posto que depois do seu surgimento o tempo não envelheceu mais, passou a deixar apenas registrada a possibilidade da inesgotável fonte de se viver atemporalmente. Fotografar deixou de ser a promoção do encontro do velho com o novo, passou a ser do novo com o mais novo ainda. Através do portal da arte chamada fotografia é possível se passear pelas esquinas do tempo como quem caminha pelas avenidas da própria alma.

Marcos Alderico
25/9/10
10:55

terça-feira, 14 de setembro de 2010

Feito meninos



Do lado de cá do Paraíso,

Pecados e risos.

Do lado de lá do portão

Pulsa o meu coração

A mil, mil!!

Me humilhando aos olhares felinos

Que me devoram, femininos

Feito um dragão a meninos

Fugidios de si mesmos

Procurando se encontrar ou se perder

Nos braços de uma mulher...





Marcos Alderico
14/09/2010
17:49h




















sábado, 11 de setembro de 2010

Amor em pecado



Beijar os teus lábios
Acariciar o teu corpo
Compreender os teus desejos
Realizar os teus afãs
Concretizar os teus sonhos
Explorar os teus sentidos
Perdoar os teus erros
Ultrapassar os teus limites...
Amor de ponta-a-cabeça
Sentimento ao avesso
Devasso, de versos a versos
Perversos elementos do mal...
Do delicioso mal de se querer,
Pecados em sonhos insanos
Nos chamam à chama da cama
E lençois de cetim...
Sentidos impuros, puro impulso de cio...
Enquanto todas as constelação nos observam
Como um turbilhão voyer de diamantes
Nas noites em que nos amamos
Nossos erros nos absorvem
E o prazer nos absolve
Do pecado de sermos amantes...

Marcos Alderico
11/09/2010
10:57h

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

Doidos



Dê-me um cheiro

Dê-me um beijo

Dê-me um mundo

Dê-me uma vida para viver

Dê-me uma razão para ser feliz

Dê-me um gozo

Dê-me um sonho

Dê-me um sono,

Depois, acorde-me feito louca, dando-me paixão!!!

Dê-me um cansaço

Dê-me, então, seus braços

Dê-me abraços, amassos,

Dê-me seus passos

Dê-me um universo de novidades

Dê-me versos e vadiagens

Dê-me sorrisos e gargalhadas

Dê-me circo e palhaçadas

Dê-se a mim

Que dou-me a você

Em tons,

sons,

cores,

flores,

dores,

prazeres

E amores

Porque somos doidos

Doidos apaixonados

Somos a personificação do que se possa chamar desejo...





Marcos Alderico
Num/dia/desses
A tal hora,
numa cama qualquer...

sábado, 19 de junho de 2010

O amor e o espinho


Como uma onda em sua ida sem volta
Uma nau navegando sem rota
Colidindo na arrebentação
Na praia deserta e árida de um coração

Como aquele rumo que não se ampara em caminho
A melancólica vela apagada no fim de uma estrada
O que resta depois do fim do carinho
É apenas um grande vazio, é nada...

A rosa feriu-se no próprio espinho
A ferida deixou-a despetalada
Beijaflor acolheu-a em seu próprio ninho
Para amar ainda estava despreparada

Quando o amor deixa no coração uma semente
Os enganos plantam-se na areia fria da mente
De onde nascem ervas venenosas e amargas
Bebidas em goladas fartas e largas

Anda-se torpe pelo caminho que for
Até que chegue o dia em que aquele amor
Que foi depositado e esquecido no coração
Noutro dia germine-se viçosa plantação

Os erros se transformam em perdão
A dor é puro esquecimento
O que se quer viver é o momento
Quando o amor é mais forte que a traição...


Marcos Alderico
19/06/2010
6:56h

quarta-feira, 16 de junho de 2010

Amor de regresso




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O amor é a força motriz da vida
É o bálsamo que sara a ferida
E o ferro que a ela faz
Um dia amado distante
Que o amor busca e o traz
Nos deixa sem rumo nem paz
Tira de nós o equilíbrio
O delírio de não poder mais
Amar como um dia distante
Em retorno aos dias atuais...

Marcos Alderico
15/06/2010

domingo, 30 de maio de 2010

Mantra


Hoje será um dia de vitórias.
Que eu não conquiste riquezas,
mas encontre amigos;
que eu não conquiste carrões,
mas encontre fôlego;
que eu não conquiste poder,
mas encontre respeito;
que eu não precise matar um leão,
mas saiba torná-lo dócil;
que eu não precise exercitar minha paciência,
mas ponha em prática minha tolerância;
que eu não precise repetir uma ladainha,
mas componha poesias como preces;
que eu cante mantras até adormecer
e a manta estrelada do Universo
envolva meus sonhos;
que eu seja sábio na prosperidade,
Poeta na simplicidade
e rico de inspiração,
só para que eu possa entoar
um mantra novo a cada amanhecer...

Marcos Alderico
06/06/2007
16:50h