segunda-feira, 27 de junho de 2011

Pétalas ao vento


Em quantas madrugadas permeadas de inquietude
Fiz-me repleto de silêncio e dor
Atazanado pela ausência angustiante
Dos dias em que vivemos o nosso amor?

Por quantos sinais vermelhos já passei?
Não por faltar-me responsabilidade
Antes que fora pelo fato de lembrar-me
Das torpes palavras ditas pela boca
Insana daquela que muito amei.

Quantas vezes fiz-me aos berros ser ouvido
Já que se calou para mim a voz
Que gritou para o mundo todo
Coisas que hoje se agonizam
Sem força suficiente para serem sequer
Mero gemido?

Nem mesmo as musas que o meu peito inventa,
Nem mesmo a sensatez que me falta
Ou o frio que me atormenta,

Nem o olhar quando se encontra perdido no tempo
Nada me faz aceitar
Mas tudo me faz entender
Que o passado quando se faz presente
É como pétalas ao vento...


Marcos Alderico

14/06/2004
17:04h

7 comentários:

  1. Quantas pétalas ao vento, quantas flores desfeitas, tão só porque o Amor existe.
    Parabéns, Amigo

    SOL da Esteva
    http://acordarsonhando.blogspot.com/

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  2. ...e como as pétalas ao vento
    flor deste gemido ausente
    se vai perdendo o futuro
    no presente...
    Parabéns!
    Bji

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  3. Lindo, meu querido!

    O passado não é o que está feito, mas o que palavra alguma fará de novo. É por isso que tanto dói.
    ===
    Vim pegar o selinho mas não o encontrei. :(

    Beijo,
    Inês

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  4. Pétalas ao vento de um passado que não volta...
    Lindo poema!

    Grata pelo selo... grata por ter se lembrado da minha pessoa!!! Já levei o meu!

    bj

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  5. Gostei da temática do teu blog, estou te seguindo.
    Vi que um dos teus livros favoritos é "olhai os lírios do campo" de Erico Veríssimo. Recentemente escrevi uma espécie de resumo, crítica sobre o que achei e gostaria que você também desse a tua opinião: http://ironiascotidianas.blogspot.com/2011/06/olhai-os-sorrisos-sinceros.html

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  6. E como faz p conseguir esse livro?? eu Quero!!

    Boa quarta Marcos =) vou atrás do selinho..rs ontem não consegui ver

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  7. Difícil viver de pétalas que podem voar ao vento...
    Isso me fez lembrar um louco amor do passado, que "gritava" declaracoes, mas que calaram inaudíveis.

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